quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Menina de três anos foi espancada com barra de ferro pelo próprio pai

No dia três de dezembro, a pequena Isabella deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Curitiba. Jhoseffer Fernando e a companheira seguiram junto com o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) até a unidade, porém, ele foi levado para à delegacia assim que a filha deu entrada com traumatismo craniano.
“Chegou aqui pra gente a informação, pela assistência social do Hospital Pequeno Príncipe, solicitando guiar, pois uma criança de 3 anos de idade estava em estado muito grave no hospital, internada na UTI, e que suspeitavam que o pai fosse o agressor, e o pai estava com a criança no hospital”, explicou a delegada Ellen Martins, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). 

Jhoseffer foi preso e encaminhado ao Nucria para ser interrogado. No local, ele negou as acusações, mas três boletins de ocorrência, aos quais a RIC Record TV teve acesso, mostram que a suspeita tem justificativa. O primeiro Boletim de Ocorrência foi registrado no dia 10 de outubro de 2019, depois que a Polícia Militar (PM) foi chamada por conta de supostas agressões. Segundo o documento, a pequena Isabela e seus dois irmãos, de cinco e nove anos, não tinham nenhuma lesão, mas confirmaram que o pai batia neles com fio de luz, vara e até com uma barra de ferro. 

O segundo boletim foi registrado no dia 6 de novembro, quando a pequena Isabela estava internada. Novamente, policiais foram solicitados para averiguar possíveis maus-tratos. No dia 12 de novembro, apesar do Conselho Tutelar estar sabendo do caso, a criança recebeu alta e foi devolvida ao pai. 

O terceiro boletim foi registrado no dia 3 de dezembro, quando a pequena Isabela deu entrada em coma no hospital com diversos hematomas pelo corpo e traumatismo craniano. Foi então que a assistente social entrou em contato com o Nucria para solicitar exames de atos libidinosos, conjunção carnal e lesão corporal e os policiais foram até o hospital e prenderam o suspeito. 

Pai era conhecido como homem que espancava a filha
Morando no bairro Sítio Cercado há pouco tempo, os vizinhos não relataram nenhuma atitude estranha do suspeito com os filhos. Porém, no endereço antigo, todos o conhecem como o homem que espancava a filha. 

Uma mulher, que prefere não se identificar, disse que ouvia os gritos do pai e o choro da criança. Na época, Jhoseffer morava de aluguel e os proprietários do imóvel também sabiam que o homem batia na criança. 

“Eu ouvia muito xingamento, batia na menina, especialmente se essa menina fazia coco na calça, fazia xixi ou não queria se alimentar. Aí, ele não tinha paciência nenhuma com a filha dele, nenhuma. Não sei se saia fora de si, sei lá o que que acontecia com ele que ele não tinha paciência. Dai ele achava que se resolvia batendo, espancando, porque ele espancava a menina, de deixar marcas nos braços, nas costas, nas pernas. Duas vezes a menina já chegou a desmaiar na mão dele, é horrível. Imagine ela indefesa, sem poder fazer, nada, ela gritava pra ele, falava ‘para, para que tava doendo’, e ele xingava ela como se tivesse falando com um adulto. Horrível, ela viveu ali dentro daquela casa um inferno com ele, um inferno mesmo”, contou a testemunha à RIC Record TV. 

Em um vídeo gravado pela própria companheira, é possível ver a irritação do homem com Isabella. Os familiares do homem foram ouvidos pela polícia, mas preferiram não falar com a equipe da RIC Record TV.

Criança é espancada pelo pai com uma barra de ferro

Infelizmente, essa não foi a primeira vez que a menina foi internada decorrente de agressões. Porém, dessa vez, Isabella luta pela vida a todo momento. Ela deu entrada na unidade hospitalar já em coma e o estado de saúde é considerado gravíssimo.

Fonte: RicMais

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