quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Polícia divulga nomes dos médicos presos por reaproveitar materiais cirúrgicos

 

Foram divulgados na tarde de quarta-feira (11) pela Polícia Civil, durante entrevista em Curitiba, os nomes dos seis médicos urologistas presos no Paraná e Goiás, acusados de reaproveitar materiais cirúrgicos descartáveis. As informações foram repassadas à imprensa pelo delegado Alexandre Macorin, que comandou a operação.
Os médicos presos são Eufânio Estefano Saquetti (Campo Mourão), Marcos Henrique Freitas Pinheiro (Ivaiporã), Luiz Fernando Dip (Francisco Beltrão), Daniel Rodrigues Magalhães (Goiânia), Camilo de Viterbo Idalino e Ronaldo Sesconeto (Rio Verde). Foram detidas ainda uma instrumentadora cirúrgica de Francisco Beltrão e a secretária do médico de Ivaiporã.
“Existem protocolos de fiscalização que devem ser seguidos após a utilização destes materiais. Etiquetas que indicam a procedência dos itens que precisam ser retiradas e entregues ao plano de saúde ou ao hospital. No momento das cirurgias, os médicos não observavam a retirada destas etiquetas e reaproveitavam os materiais”, explicou o delegado Macorin durante entrevista coletiva. Além das prisões foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. 
Segundo o delegado, os equipamentos utilizados pelos médicos eram comprados de uma empresa alvo de investigação na Operação Autoclave, que em setembro prendeu cinco pessoas em Maringá. “A quadrilha fraudava a própria empresa onde trabalhavam porque esses materiais deveriam ser descartados, mas eram autoclavados e reutilizados sem obedecer os protocolos de fiscalização. É impossivel existir esse tipo de crime sem a participação dos médicos”, relatou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, os equipamentos eram vendidos aos médicos que reaproveitavam os materiais em cirurgias particulares. Como custavam até R$ 1,2 mil, após a esterilização eram comprados pelos profissionais até por R$ 250,00. Se confirmados os crimes, os responsáveis serão indiciados por associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. 
As defesas dos médicos de Goiás negaram as acusações e disseram que eles sempre usaram materiais lacrados. A reportagem da TRIBUNA manteve contato com a defesa do médico Eufânio Saqueti e o advogado informou que ainda nesta quinta-feira vai manifestar-se sobre o assunto, após obter mais detalhes do processo. Fonte Valdir Bonete/Tribuna do Interior

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