quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Reforço da vacina de febre amarela é importante nos períodos de chuva e calor

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) a reforçou, nesta quarta (08) o pedido para a que população faça a vacinação contra a febre amarela, a partir dos nove meses de vida. A necessidade de reforço está ligada ao verão, que traz um período de altas temperaturas e chuva. A vacina está disponível, gratuitamente, em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda à sexta-feira, em horário comercial. A dose é única, ou seja: quem já tomou uma vez na vida não precisa repetir. Caso a pessoa não tenha certeza se já foi imunizada, basta verificar se há registro na carteira vacinal – isso pode ser feito com um pré-cadastro no Aplicativo Saúde Já, disponível para smartphones e tablets com os sistemas operacionais Android e iOS.
A outra alternativa é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Já as pessoas com mais de 60 anos, gestantes e mães que amamentam bebês menores de seis meses precisam de avaliação clínica para confirmar a indicação ou contraindicação da vacina. A imunização é contraindicada para pessoas com febre alta, deficiência do sistema imunológico ou que tenham histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina, como ovo e gelatina.

ACOMPANHAMENTO

Até o momento não há registro da circulação do vírus da febre amarela em Curitiba. Em 2019, Curitiba registrou quatro casos importados de febre amarela do tipo “silvestre” – que é a forma como a doença vem ocorrendo no país. Segundo o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, a ocorrência da doença em macacos em municípios próximos a Curitiba sugere a possibilidade de aproximação do vírus da febre amarela na região de mata.
“Por isso”, segundo ele, “há a necessidade de quem ainda não se imunizou procurar se vacinar o quantos antes”. Em 2019 o governo estadual registrou a ocorrência da doença em macacos em São José dos Pinhais, Campo Largo e Balsa Nova, na região metropolitana de Curitiba e Ponta Grossa.

Alerta

Embora não passe a doença ao homem, o macaco é monitorado por servir de “sentinela”, uma vez que alerta sobre a aproximação do vírus, transmitido pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes na febre amarela silvestre – a febre amarela urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e Albopictus, mas não é registrada no Brasil desde 1942.
Doença sazonal, a febre amarela avança porque a circulação do vírus é favorecida pelas temperaturas mais altas, em que os mosquitos se reproduzem com mais intensidade. O ideal seria estar imunizado antes da chegada do calor, mas ainda vale a orientação para tomar a vacina até dez dias antes de ir para um local de mata. Esses cuidados podem manter a cidade de Curitiba sem circulação do vírus.
 
Até 2017, o Ministério da Saúde determinava a vacinação em Curitiba apenas àqueles que iriam se deslocar para área de risco em outros estados. Com o avanço da doença no país e nas regiões Sudeste e Sul, a partir de 2018 a vacina foi incluída no calendário de vacinação de rotina das crianças, sendo recomendada uma dose única aos 9 meses de idade. “Desde, então, portanto, a vacina passou a ser recomendada também a todos em Curitiba que têm mais de nove meses, independentemente se vão se deslocar para área de risco”, explicou a médica infectologista da SMS Marion Burger.

Sintomas

1ª fase – período de infecção: febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos, sintomas comuns a várias outras doenças, como leptospirose e dengue. 2ª fase – período tóxico: febre, icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome febre amarela), urina escura, dores abdominais, hemorragias e outras complicações.
Fonte:  Prefeitura de Curitiba

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