quinta-feira, 30 de abril de 2020

ALERTA - Polícia Ambiental alerta para a presca predatória na estiagem

O Subtenente Prado, do Pelotão  da Polícia Militar Ambiental de Apucarana, diz que além da estiagem severa, a pesca predatória prejudica o Rio Ivaí e outros rios do Paraná 


No link de vídeo, além da entrevista com o Subtenente Prado, assista  imagens recentes do Rio Ivaí gravadas pelo empresário Nilson, de Faxinal, dono do Guincho e Mercado Tucunaré; e ainda  imagens registradas pelo vereador "Dominado", de Borrazópolis

Nos primeiros dias do mês de abril, de 2020, o Blog do Berimbau e a Rádio Nova Era, publicaram uma reportagem exclusiva sobre a estiagem e os efeitos dela no Rio Ivaí, principalmente no trecho de mais de 100 quilômetros, entre Ivaiporã e São Pedro do Ivaí. Vídeos e fotos, impressionantes, chamaram atenção. Inclusive outros órgãos de imprensa. como RPC, afiliada da Rede Globo; Rede Bandeirantes; Portal G1 e outros, também divulgaram as imagens e fizeram novas reportagens. Além da falta de água,  com a pandemia do Covid-19, pessoas, em quarentena, começaram a ir para os rios, havendo um aumento significativo na pesca, principalmente de forma predatória, pois com o aparecimento das pedras, os peixes se transformaram em presas fácies. Neste dia 29 de abril, quem falou, ao vivo, a Rádio Nova Era e Blog do Berimbau, foi o Subtenente Prado, que comanda o Pelotão da Polícia Militar Ambiental de Apucarana (Polícia Florestal). Ele fez uma alerta para que pescadores profissionais, amadores e moradores ribeirinhos, se conscientizem, pois, caso contrário, o meio ambiente será duramente prejudicado. Também comentou que, caso a estiagem persista,  está em estudo a proibição da pesca de forma extraordinária, como ocorre em períodos de piracema. Também afirmou que há um canal exclusivo de denúncia, que é  o 181. O cidadão liga, cai em uma central, a qual aciona o Pelotão ou a Companhia responsável por cada respetiva região. Também falou dos flagrantes, das multas, penas e outras consequência de quem cometer crimes ambientais. Ouça a entrevista e saiba mais detalhes. No vídeo também há vídeos do Rio Ivaí, que foram registados pelo empresário Nilson, de Faxinal, dono do Guincho e Mercado Tucunaré; e ainda imagens registradas pelo vereador Otair Aparecido Senes, o "Dominado", de Borrazópolis. No dia 08 de abril, a própria Agência Estadual do Governo do Paraná, divulgou matéria, afirmando que o Paraná vive a pior estiagem desde que o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) começou a monitorar as condições do tempo, em 1997. A baixa precipitação, que já dura dez meses. Levantamento do Simepar apontou que nove das maiores cidades paranaenses, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre junho de 2019 e março de 2020. Houve uma redução média na precipitação de 33% no conjunto de municípios formado por Curitiba, Ponta Grossa (Campos Gerais), Guarapuava (Centro), Maringá (Noroeste), Londrina (Norte), Foz do Iguaçu (Oeste), Cascavel (Oeste), Guaratuba (Litoral) e Umuarama (Noroeste). Guarapuava é a cidade que mais sofre com a seca. A diminuição no volume de chuvas foi de 47,2% – 809 milímetros contra uma média histórica de 1.533 mm para o período. Em todos os dez meses analisados choveu menos do que o previsto no município. Em março, apenas 30 mm ante uma expectativa de 113 mm. Porém, no volume total, Curitiba foi quem teve menos chuva entre os municípios pesquisados: 725 mm. Redução de 43,1%, já que a média histórica apontava para 1.274 mm. Março foi o período mais seco na capital paranaense. O nível de chuvas para o mês, desde 1998, é de 127 mm. Neste ano, contudo, a precipitação foi de apenas 12 mm. O recorde negativo da cidade era de 44 mm, registrado em março de 2017. Na sequência, o termômetro da seca aponta para Ponta Grossa (40% de diminuição), Foz do Iguaçu (34,7%), Cascavel (33,8%), Umuarama (31,1%), Londrina (30,5%), Guaratuba (22,7%) e Maringá (15%).


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