quinta-feira, 14 de maio de 2020

Lavouras de café começam a ser colhidas na região

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Quem passa pelas áreas produtoras de café da região central já percebe a grande quantidade de frutos em ponto de colheita. O vermelho intenso já toma conta da maioria dos cafezais, indicando que é hora de retirar os frutos do pé, especialmente, para quem pretende fazer uma bebida com boa qualidade. Nesse ano, a maturação dos frutos está um pouco mais adiantada em relação aos anos anteriores, quando isso ocorre, normalmente, no final de maio e começo de junho.
Além da falta de chuvas regulares, que acelerou o processo de frutificação, o agrônomo e especialista em café, Nelson Menolli, da Emater de Grandes Rios, comenta que as floradas ocorreram mais cedo nesse ano e, com isso, a colheita foi adiantada. Ele acredita que, até o começo do mês de agosto, todo o café produzido na região Vale do Ivaí já esteja colhido.
Uma das maiores preocupações para a safra desse ano é com relação à geada que afetou os cafezais no ano passado, durante a colheita, e que era visto como desastroso para esta safra. Porém, teve um efeito menor e, segundo o agrônomo da Emater, a perda de produção deve ser na ordem entre 10% a 15%, na média. No entanto, em algumas lavouras podem ter uma quebra maior.
Menolli ressalta que a falta de chuvas nesses últimos meses também afetou as lavouras, dificultando a granação dos frutos, que devem ter um peso menor assim que forem colhidos; mas ele acredita que essa estiagem vai afetar a produção do ano que vem, já que vai influenciar no crescimento dos ramos do cafezal, que serão menores, reduzindo a capacidade de produção dos frutos.
Ele estima que o Paraná deve colher entre 880 mil a 970 mil sacas de café beneficiado, em uma área de 36,1 mil hectares. Na região, envolvendo Grandes Rios, Lunardelli, Lidianópolis, Jardim Alegre e Ivaiporã, especialmente o distrito de Jacutinga, devem ser colhidas cerca de 65 mil sacas, em uma área de 3,3 mil hectares.
Ao analisar o mercado do café, Menolli comenta que ele está um pouco mais firme que o ano passado, mas o preço ainda não agrada a maioria dos produtores, até porque ainda não cobre os custos de produção. Paraná Centro/Aldinei dos Passos Andreis

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